domingo, 29 de novembro de 2015

 
ARTE, POLÍTICA E MODERNIDADE
 
 
 
 
 
A liberdade guiando o povo pelas ruas de Eugene Delacroise de 1831, se tornou a imagem emblemática da Revolução Francesa.
 
 
 
 
   Se nós partimos do principio de que a arte é a expressão cultural de um povo, que as diversas artes existentes exprimem a vontade á cultura, a liberdade de um povo, tanto quanto expressam o belo, então é perfeitamente concebível o uso da estética para traduzir um conjunto de valores políticos e, nesse caso, nada mais natural do que a possibilidade de relacionar Arte e Política.
   São incontáveis os exemplos de manifestações políticas através do teatro, da música, da literatura, do cinema, poesia e das artes visuais.
   É importante ressaltar que esta concepção de uma "arte engajada", sobre o papel social da arte parece ser algo recente. Ela nasceu de uma historia política e social, sob o fundo das revoluções e regimes ditatórias. Essa tensão do artista entre o engajamento e a estética, da obra ligada ás questões de sua época e a busca da beleza atemporal, não floresceu antes do século XIX.
   Contudo ao refletirmos sobre a arte em seu contexto social nos leva a performance da figura central do pós- dramático, como um comunicador em primeira instancia. Na qual o empenho e desempenho dos artistas na busca por uma comunicação efetiva e por uma ação política perante as questões sociais.
 
 
REFERÊNCIAS
 
 
 
 
 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Da Idade Média ao Pós - Renascimento relacionando a Ars Nova



GIORGIONE: A tempestade. Cerca de 1508. Veneza



       Na Idade Média a sociedade tinha a Igreja Católica como centro, apesar das heresias, a elite cultural pertencia quase que inteiramente ao corpo eclesiástico.
   O universo cultural era estático. Muitos equipamentos e máquinas foram desenvolvidos ainda na época helenismo.
       Mas a visão da Idade Média como '' Idade das Trevas'', é a partir de autores do Iluminismo, por oposição à Igreja.
       É necessário considerar que a partir do século XI diversas modificações sociais, econômicas,tecnológicas e culturais, provocou mudanças teológicas, etc.
       O Pós - Renascimento se intensificou com a produção artística e científica. Houve uma valorização da cultura greco-romana, pois para os artistas eles possuíam uma visão mais completa da naturezaA inteligência, o conhecimento e a arte passaram a ser mais valorizados.
       A Ars Nova foi um novo método de notação musical que surgiu nesse período. 
Houveram distinções estéticas, formais; e o gênero da música profana foi privilegiado. A pauta, os valores das figuras, as figuras e outros símbolos foram 
modificados nesse período.


       O pintor estudando as leis do escorço por meios de fios e uma moldura. Xilogravura de DURER, da edição do ano de 1525 de seu compêndio sobre perspectiva e proporção.

sábado, 21 de novembro de 2015

Nossa Senhora com Santos - G. Bellini



   A obra "Nossa Senhora com Santos" foi feita em 1505 pelo pintor veneziano Giovanni Bellini (1431 - 1516). Ao observar a pintura, pode-se perceber que o artista possui uma abordagem diferenciada no que diz respeito à cor: trabalha com riqueza e suavidade.
   Na imagem, o Menino Jesus estende sua mãozinha em direção aos devotos que os circundam. Logo abaixo da Virgem com o Menino, encontra-se um anjo a tocar um violino ou viola, com aparência serena e calma. Outro aspecto importante a ser analisado é a presença da cor azul, localizada ao centro da tela, no manto da Virgem, que dá à personagem um semblante de riqueza e superioridade.
   Este quadro, assim como muitas obras renascentistas deixa clara a busca pela perfeição em sua elaboração, bem como o uso do claro-escuro, que possibilita destacar algumas áreas iluminadas em meio a outras mais sombrias.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

 
 
Contexto social, político e econômico do século XIV, XV
 
 
 

Miguel Angelo: A criação de Adão
 
 
    No plano social rebeliões camponesas surgem em função da super exploração do trabalho praticado pelos senhores Feudais, principalmente após a ocorrência da Peste Negra, que chegou a matar quase um terço da população europeia, desorganizando a produção provocando fome. Isso acaba por gerar grandes revoltas nas quais os camponeses queimaram castelos e assassinaram senhores. A repressão a esse movimento foi enorme, uma vez que a nobreza e o clero passam a temer por sua sobrevivência.
   No plano político os senhores feudais encontram como um meio de resolver todos esses problemas que penduravam, a unificação do poder em grandes regiões formando-se desse modo, os estados nacionais como Portugal, França, Espanha. O interesse da burguesia em organizar um sistema político, mais coerente com suas necessidades de expansão do comercio acaba por auxiliar a formação junto a população europeia ocidental a figura do rei.
   No plano econômico a expansão do comercio e do mercado era um fato que marcava o período da transição do feudalismo para o capitalismo. A burguesia enriquecia cada vez maior, administrando grandes negócios, que passam a ser incompatíveis como o sistema feudal. O enriquecimento crescente do burguês, leva a um aumento do poder de atuação, dentro do terceiro estado, derrubando inclusive as antigas corporação de oficio. Outro fator gerador de crise foi o esgotamento das fontes de minérios, necessários para a cunhagem de moedas, levando a constante desvalorização da moeda.